O rash papulopustuloso pode ocorrer em mais de 90% dos pacientes com câncer colorretal e em cerca de metade dos pacientes com câncer de pulmão não pequenas células tratados com inibidores de EGFR (iEGFR). O surgimento das lesões se dá nas primeiras semanas de uso da medicação, com predileção pela face e parte superior do tronco. Lesões tipo espinhas, vermelhas e/ou amareladas, aparecem nessas regiões e podem estar associadas à melhor resposta ao tratamento oncológico, mas causam impacto na qualidade de vida do paciente. Acredita-se que o rash papulopustuloso por iEGFR decorra da liberação de citocinas inflamatórias na pele e disfunção da fisiologia da pele, então modificada pela inibição do receptor do EGF nas células da camada basal, no epitélio folicular e nas glândulas sebáceas. Assim, o rash seria inicialmente asséptico, não-infeccioso, mas inflamatório. No entanto, cerca de 25% dos pacientes em uso de iEGFR podem ter infecção bacteriana...