Dando continuidade ao tema “Pintas” na infância, hoje falaremos sobre nevos congênitos. Na foto, uma criança com nevo congênito gigante, que ganhou um boneco de pano que também tinha na pele lesões como a dele. Um trabalho feito por Amy Jandrisevits, @a_doll_like_me, que faz bonecos e bonecas com as mesmas alterações físicas que a criança apresenta, para que ela se sinta representada no mundo. Lindo, não é?
Nevos congênitos são percebidos ao nascimento (alguns no 1o ano de vida), podem ser pequenos (<1,5cm), médios (1,5-19,9cm) ou grandes (>20cm), podem apresentar variação de cores, relevo, podem ter pelos e ficar mais elevados e escuros com a idade. Quando grandes ou gigantes, prejudicam a aparência cosmética, apresentam maior risco de melanoma; na cabeça, pescoço e dorso, podem se associar à melanose neurocutânea.
Na melanose neurocutânea, há proliferação de células névicas no sistema nervoso central (SNC), com predisposição ao melanoma do SNC, convulsões e outros sintomas neurológicos. Avaliação com neurologista e Ressonância Magnética do SNC são indicadas.
A importância de nos preocuparmos com os nevos melanocíticos é por conta da possibilidade de transformação em melanoma, um câncer de pele que pode ser grave.
Porém, o melanoma não é frequente na criança/adolescente. Abaixo dos 20 anos de idade, corresponde a 1-3% dos melanomas; antes da puberdade, 0,3-0,4% de todos os casos.
Giselle Barros e Adriana Mendes
Fonte: J Am Acad Dermatol. 2016; 75(4): 813–823. Paller, Amy, Anthony J. Mancini, and Sidney Hurwitz. Hurwitz Clinical Pediatric Dermatology.
Foto: businessinsider.com
Comentários
Postar um comentário