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Mostrando postagens de janeiro, 2021

Quem aí fez "tudo direitinho", mas acabou se queimando no Sol?

Será que você que buscou se proteger do Sol, mas se queimou, prestou atenção aos seguintes pontos? - Ficar na sombra não é suficiente para não se queimar, por conta da reflexão dos raios solares. Se você opta pela sombra, todas as outras medidas de proteção continuam valendo, como passar o protetor solar, usar roupa, chapéu e óculos - Não deixe para passar o protetor solar quando chegar na areia ou na borda da piscina, porque é preciso um tempo na pele para o protetor agir. Melhor passar ainda no quarto, quando está vestindo a roupa de banho. Assim, dá tempo de o protetor solar absorver na pele para sua ação efetiva (ideal 15 minutos antes da exposição) e você passa em todo a área necessária com calma e atenção, especialmente em pontos que facilmente esquecemos: orelhas, pescoço, dorso das mãos e dos pés, na pele perto das roupas de banho, além das demais áreas expostas - É muito difícil tirar as crianças da piscina ou da praia para repassar o protetor... mas é necessário! Proteção sol...

Qual seria o risco de uma pessoa com melanoma ter outros cânceres? Parte II

  Em continuação ao post anterior - Parte II: - Uma pessoa com melanoma também tem maior risco de ter outros cânceres de pele não-melanoma no futuro, especialmente se tem histórico de exposição solar intensa, queimadura solar, pele, cabelos e olhos claros. - Pode ter maior risco de outro melanoma fora da pele – como nos olhos, mucosa oral e vagina. Esse risco é maior, quando comparado à população geral, mas é baixo, por conta desses melanomas serem raros. Fiquem atentos ao seu corpo e façam consultas preventivas com especialistas. - O paciente com melanoma pode ter maior risco de câncer em outros órgãos. Essa relação ainda não está totalmente definida. Hábitos saudáveis de alimentação e estilo de vida são importantes, e fazer o rastreio de tumores de acordo com a faixa etária, sintomas e história familiar. Sci Rep 2018;8(1):15744; J Eur Acad Dermatol Venereol 2012;26(11):1454-5; J Am Acad Dermatol 2020;82(3):683-689; J Eur Acad Dermatol Venereol 2020;34(...

Qual seria o risco de uma pessoa com melanoma vir a ter outros tumores? Parte I

  Falando de melanoma esporádico (não aquele de risco herdado geneticamente), seguem orientações: - Primeiramente, é importante que, uma vez diagnosticado o melanoma, sejam avaliadas pele e mucosas, para que se afastem outros tumores cutâneos (CBC ou CEC), ou outro melanoma cutâneo. - Esse exame deve ser mantido nos meses seguintes (a depender do estágio do melanoma, a cada 3 ou 6 meses), pois uma pessoa com melanoma cutâneo tem maior risco de desenvolver outro melanoma cutâneo. - A incidência de um segundo melanoma primário está entre 0,2% e 8,6%. Esse risco é maior entre pessoas mais jovens (< 50 anos), com cabelos claros, mais de 100 nevos (“pintas”) e mais de 50 angiomas rubis (relação com dano solar). Pode ocorrer nos primeiros meses de seguimento, ou mesmo após 5 anos do primeiro diagnóstico. Por isso, o monitoramento é constante, com autoexame em casa e as visitas ao dermatologista. #melanoma   #prevencao   #qualidadedevida   #câncerdepel...

O dermatoscópico é uma lente de aumento importante para a avaliação da pele

Tem como imaginar a dermatologia sem o uso do dermatoscópio, nosso instrumento de lente de aumento das lesões de pele? Não. É como o cardiologista examinar o paciente sem o estetoscópio. Como vai saber se o coração bate tum-tá, tum-tá, tum-tá ou tum-trá, tum-trá, ou tum-tá-tá...tum-tá-tá? 😂 Com a dermatoscopia fazemos a análise dos padrões das lesões de pele avaliadas. Usamos para saber se uma lesão é benigna ou suspeita de câncer, se é só inflamação. Avaliamos características e mudanças nas “pintas” ao longo do tempo. A lente nos ajuda a avaliar as unhas com suspeita de micose e até identificar parasitas na pele, como pulga, carrapato ou sarna. Esse aparelho especial tem muitos usos na nossa prática clínica. 🧐🕵🏻🧿 #dermatologia   #câncerdepele   #dermatoscopia   #cuidadoscomapele

E nós, dermatologistas, estamos fazendo nosso papel no diagnóstico precoce do câncer de pele?

Dois pacientes trouxeram uma reflexão importante nesse mês de conscientização sobre o câncer de pele. Nós, dermatologistas, estamos fazendo a nossa parte no diagnóstico precoce do câncer de pele? Fazemos a avaliação do corpo inteiro do nosso paciente durante a consulta? A paciente 1, de 30 e poucos anos, pele clara, com múltiplas “pintas”, atendimento pelo convênio, falou que uma dermatologista disse, no passado, que ela tinha muitas “pintas” e não seria possível avaliar todas... 😳🥺😩 Ela tem pintas de aspecto displásico, que necessita de acompanhamento frequente. Paciente 2, 63 anos, histórico de câncer de pele, muita exposição ao sol, pele queimada e cheia de manchas, fala que nunca antes a pele tinha sido examinada por inteiro, com detalhe... 🤦🏻‍♀️😩 Foram encontradas 4 lesões suspeitas de câncer de pele (CBC e CEC). Em inglês, a gente fala “What a shame!”? Em bom português, “Que vergonha”! Não que isso não tenha acontecido na nossa carreira. Longe de nós “atirarmos a primeira p...

O paciente com melanoma precisa ser atendido rápido! Conheça o Projeto Sinal Verde!

O melanoma é um tumor maligno decorrente da proliferação dos melanócitos, as células que dão cor à nossa pele. Origina-se principalmente na pele, mas também pode ocorrer nas mucosas (oral, conjuntiva e genital), nos olhos e nas leptomeninges. Embora compreenda 3 a 4% dos tumores cutâneos malignos, apresenta altas taxas de mortalidade devido à grande capacidade de causar metástases. O prognóstico (expectativa do futuro) de um paciente com melanoma está diretamente relacionado à espessura do tumor no momento do diagnóstico. Infelizmente, a maioria dos pacientes encaminhados para a triagem do Serviço de Dermatologia da Santa Casa de São Paulo para o tratamento do melanoma, apresenta-se com a doença avançada, em que já há o acometimento de órgãos sistêmicos e cujo tratamento é muito insatisfatório. Além do diagnóstico tardio, o encaminhamento e a chegada do paciente até um serviço especializado podem demorar meses, agravando ainda mais a situação da doença. O Projeto Sinal Verde tem como o...

O uso de protetor solar pode fazer mal à saúde?

Estudos recentes revelaram que algumas substâncias de protetores solares podem ter absorção sistêmica, com persistência no organismo por dias. ⁣ ⁣ Isso levantou um questionamento pela agência reguladora de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos (FDA) sobre a segurança do uso desses produtos na pele, com a necessidade de estudos mais aprofundados sobre o risco da absorção prolongada. Levaria a alterações hormonais? Alterações na fertilidade? Câncer? Nada disso está definido até o momento.⁣ ⁣ Os produtos avaliados nesses estudos são componentes de protetores solares químicos. ⁣ ⁣ Para lembrar, existem protetores solares chamados físicos, à base de dióxido de titânio ou óxido de zinco, que costumam deixar a pele esbranquiçada e que conferem proteção por reflexão dos raios ultravioletas; e existem os protetores solares químicos, à base de substâncias como avobenzona, oxibenzona, octocrileno, homosalato, octisalato ou octinoxato, que absorvem a radiação UV, com possibilidade de maior p...