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Quem é a equipe de apoio da Odontologia no Onco e Pele

Esse casal querido e muito bem capacitado representa a Odontologia de apoio aqui no Onco e Pele. Eles colaboram com os posts de alterações orais no tratamento do câncer e alterações cancerígenas na cavidade oral. Um pouco da formação da Dra Maria Cecília Oliveira e do Dr Aljomar Vechiato: 😷 Maria Cecilia Querido de Oliveira/CROSP 96434: - Formada pela Faculdade de Odontologia da UNESP - Especialista em Odontologia Hospitalar com ênfase em Pacientes com Necessidades Especiais pelo HCFMUSP - Mestrado em Estomatologia pela UNICAMP - Dentista Assistente no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo-ICESP 😷Aljomar José Vechiato Filho/CROSP 103075: - Formado pela Faculdade de Odontologia da UNESP - Mestrado e Doutorado em Prótese Dentária- UNESP - Dentista Assistente no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo-ICESP

O que é a mucosite oral?

  A mucosite oral pode ser considerada um efeito colateral comum a pacientes que são submetidos a alguns protocolos de tratamento oncológico como quimioterapia, imunoterapias, terapias-alvo, radioterapia para tumores localizados em região da cabeça e pescoço e também em pacientes submetidos a transplante de células tronco hematopoiéticas. Trata-se de uma inflamação da mucosa da boca que pode se manifestar como eritema e ulcerações associada à dor, dificuldade para engolir e para ingerir alimentos podendo levar à perda de peso, dificuldades na realização de higiene oral, além de facilitar a instalação de quadros infecciosos locais e sistêmicos. Em casos mais graves, esse efeito colateral pode interromper a continuidade do tratamento para o câncer, o que afeta negativamente o prognóstico do paciente, e aumenta os custos globais do tratamento por exigir medicamentos de alto custo para manejo da dor, nutrição enteral ou parenteral além de internações hospitalares. Sendo assim, é import...

Como tratar as unhas afetadas pelos taxanos?⁣ ⁣

  Com o acúmulo de sessões da “quimio branca”, com Paclitaxel ou Docetaxel, é frequente o paciente apresentar alterações ungueais, mais leves ou mais severas (com mais sintomas), entre elas:⁣ ⁣ - Escurecimento das unhas (melanoníquia)⁣ - Sulcos nas unhas (linhas de Beau)⁣ - Sangramento subungueal em estilhaço (linhas de sangue abaixo da unha)⁣ - Hematoma subungueal com dor ou não ⁣ - Descolamento nas unhas⁣ - Infecção nas unhas descoladas, com drenagem de secreção purulenta, de odor desagradável⁣ - Granuloma piogênico (“carne esponjosa”) nos cantos das unhas ou subungueal ⁣ ⁣ Medidas preventivas são importantes, como manter as unhas curtas, evitar traumatismos nas unhas e exposição à umidade. Alterações mais leves, que não prejudicam o dia a dia do paciente, não são tratadas e se resolvem ao longo do tempo, com o término do tratamento, como a melanoníquia e as linhas de Beau. ⁣ ⁣ Porém, quando as lesões nas unhas causam sintomas e comprometem a qualidade de vida do paciente, um tra...

“Pintas” na infância - parte 3 ⁣

Como os nevos melanocíticos podem apresentar grande variabilidade na infância, o mapeamento digital corporal pode não ter benefício, nem se indica retirar toda e qualquer lesão. ⁣ ⁣ Na infância/adolescência, é importante o acompanhamento dermatológico nas seguintes situações:⁣ - Regra do ABCDE clássico (assimetria, borda, cor, diâmetro e evolução) com alguma alteração ⁣ - Regra do ABCDE pediátrico (amelanose, bolinhas que sangram, cor uniforme, diâmetro pequeno e lesão nova, evolução) com alguma alteração ⁣ - Múltiplas lesões com atipias⁣ - História familiar positiva para melanoma⁣ - Sinal do “patinho feio” = uma lesão que se destaca por estar diferente do padrão das demais (p.ex. muito escura ou muito clara)⁣ - Nevos congênitos, principalmente grandes ou gigantes ⁣ - Lesões em áreas de difícil seguimento (p.ex. couro cabeludo)⁣ ⁣ É sempre bom reforçar as medidas de proteção solar na infância, período em que mais estamos expostos à queimadura solar:⁣ - Usar corretamente o protetor sola...

“Pintas” nas infância - parte 2⁣

Dando continuidade ao tema “Pintas” na infância, hoje falaremos sobre nevos congênitos. Na foto, uma criança com nevo congênito gigante, que ganhou um boneco de pano que também tinha na pele lesões como a dele. Um trabalho feito por Amy Jandrisevits,  @a_doll_like_me , que faz bonecos e bonecas com as mesmas alterações físicas que a criança apresenta, para que ela se sinta representada no mundo. Lindo, não é? Nevos congênitos são percebidos ao nascimento (alguns no 1o ano de vida), podem ser pequenos (<1,5cm), médios (1,5-19,9cm) ou grandes (>20cm), podem apresentar variação de cores, relevo, podem ter pelos e ficar mais elevados e escuros com a idade. Quando grandes ou gigantes, prejudicam a aparência cosmética, apresentam maior risco de melanoma; na cabeça, pescoço e dorso, podem se associar à melanose neurocutânea. ⁣ ⁣ Na melanose neurocutânea, há proliferação de células névicas no sistema nervoso central (SNC), com predisposição ao melanoma ...

“Pintas” na infância - parte 1⁣

  “Pintas” são chamadas cientificamente de nevos melanocíticos. Podem ser congênitas (a criança nasce com elas) ou adquiridas (surgem ao longo da vida). Hoje vamos falar um pouco sobre as adquiridas. ⁣ ⁣ Nevos melanocíticos adquiridos surgem, geralmente, nos primeiros anos de vida, aumentam em tamanho e número na infância (alguns podem também reduzir ou sumir nesse período), têm pico por volta dos 30 anos de idade e redução gradativa com o envelhecimento.⁣ ⁣ A predisposição ao surgimento de nevos depende da cor da pele (maior se pele, olhos e cabelos claros), raça, predisposição genética e exposição à radiação ultravioleta (maior quando a criança queima a pele ao Sol, em atividades ao ar livre). História de leucemia e/ou quimioterapia na infância aumenta a chance de nevos melanocíticos, especialmente nas palmas das mãos e plantas dos pés. ⁣ ⁣ Achados na dermatoscopia mais comuns na infância: ⁣ - nevos globulares, principalmente no tronco (a partir da 2a década de vida tende-se para...

Quando desconfiar de infecção no rash papulopustuloso por iEGFR? ⁣

⁣ O rash papulopustuloso pode ocorrer em mais de 90% dos pacientes com câncer colorretal e em cerca de metade dos pacientes com câncer de pulmão não pequenas células tratados com inibidores de EGFR (iEGFR).⁣ ⁣ O surgimento das lesões se dá nas primeiras semanas de uso da medicação, com predileção pela face e parte superior do tronco. Lesões tipo espinhas, vermelhas e/ou amareladas, aparecem nessas regiões e podem estar associadas à melhor resposta ao tratamento oncológico, mas causam impacto na qualidade de vida do paciente. ⁣ ⁣ Acredita-se que o rash papulopustuloso por iEGFR decorra da liberação de citocinas inflamatórias na pele e disfunção da fisiologia da pele, então modificada pela inibição do receptor do EGF nas células da camada basal, no epitélio folicular e nas glândulas sebáceas. Assim, o rash seria inicialmente asséptico, não-infeccioso, mas inflamatório. ⁣ ⁣ No entanto, cerca de 25% dos pacientes em uso de iEGFR podem ter infecção bacteriana...